Resenha: Graça e Fúria #1 - Tracy Banghart
- 29 de dez. de 2018
- 3 min de leitura

Sinopse: Duas irmãs lutam para mudar o próprio destino no primeiro volume de uma série de fantasia repleta de romance, ação e intrigas políticas. Em Viridia, as mulheres não têm direitos. Em vez de rainhas, os governantes escolhem periodicamente três graças — jovens que viveriam ao seu dispor. Serina Tessaro treinou a vida inteira para se tornar uma graça, mas é Nomi, sua irmã mais nova, quem acaba sendo escolhida pelo herdeiro. Nomi nunca aceitou as regras que lhe eram impostas e aprendeu a ler, apesar de a leitura ser proibida para as mulheres. Seu fascínio por livros a levou a roubar um exemplar da biblioteca real — mas é Serina quem acaba sendo pega com ele nas mãos. Como punição, a garota é enviada a uma ilha que serve de prisão para mulheres rebeldes.Agora, Serina e Nomi estão presas a destinos que nunca desejaram — e farão de tudo para se reencontrar.
Gênero: Ficção
Ano: 2018 / Páginas: 304
Idioma: Português
Editora: Seguinte
Eu sempre fico curiosa com o nome dos livros e isso é o que me chama a atenção primeiro, quando vi as pessoas fazendo a resenha de Graça e Fúria me perguntei o motivo do nome, quando vi que se tratava de duas irmãs pensei o obvio, mas me surpreendi, esse livro inteiro me surpreendeu do começo ao fim.
Eu devo ser justa e dizer que eu não li a resenha para ser surpreendida com os diversos plot twists que são apresentados e isso valeu muito a pena na minha opinião.
O livro conta a historia de duas irmãs Serina que desde cedo foi treinada para ser uma graça e a rebelde Nomi. No mundo delas as mulheres não têm direitos nenhum, ou elas casam com um homem, ou são aias ou se tornam graças do governante. São proibidas de ler e não podem ir a escola. Não existem rainhas, as mulheres do governante são graças, sem direito nenhum basicamente, mas tem uma boa vida são basicamente esposas troféu. É isso que Serina deseja se tornar e foi para foi treinada e ela consegue ir para a seleção das graças e leva sua irmã Nomi para ser sua aia. A rebelde Nomi acaba complicando as coisas para Serina e a vida das jovens toma um rumo que nenhuma das duas poderia imaginar.
“Meu pai costumava dizer que a opressão não é um estado final. É um peso que se carrega até que não se possa mais. E ele então é removido. Não sem esforço, não sem dor. Mas meu pai acreditava que toda opressão sempre, sempre seria combatida e superada.”
Quando elas chegam no castelo e se deparam com o príncipe e o irmão eu na hora tive uma sensação de que parecia um pouco com a Mare conhecendo o Cal e o Maven, o irmão bom e o mal, e bem eu estava certa. Temos um irmão mal na história...Quem será ele? O mais velho ou o mais novo? Façam suas apostas, leiam o livro e desfrute dessa história maravilhosa! É um livro que não aborda só romance e traições, mas também aborda luta pelos direitos e traz uma mensagem muito importante sobre repressão. Eu estou morrendo para ler o próximo.
“-Em todas as histórias, as mulheres desistem de tudo – Maris disse, com a voz entrecortada. – Sempre esperam que desistamos. Nunca devemos lutar por nada. Por que acha que é assim?
-Porque todos têm medo do que aconteceria se resolvêssemos lutar.”


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